Não Sabe, Pergunta!, uma comunidade de T.I. em português esperando a sua contribuição!

Como poucos sabem, eu (também) sou professor de informática em uma faculdade da minha cidade. Eu normalmente fico com cadeiras de algoritmo e programação, ou seja, coisas bem práticas e que muitas pessoas têm dificuldades.

Durante o ano passado eu notei que os alunos ficavam muito dependentes de mim para conseguir fazer os trabalhos de aula, se tivéssemos um trabalho para fazer em casa, era dor de cabeça na certa. E isso me intrigou um pouco. Comecei a prestar atenção e vi que muitos deles tinham dificuldade em procurar ajuda na internet, grande parte por não falar inglês.

Isso me incomodou bastante e, durante as minhas férias, eu tive uma ideia de como resolver isso. Foi dessa ideia que nasceu o Não Sabe, Pergunta!. O NSP é uma comunidade de perguntas e respostas inteiramente em português sobre T.I. onde a própria comunidade acaba se auto-moderando. O que isso quer dizer exatamente? Alguém tem uma dúvida, então entra no site e faz uma pergunta. Quem sabe responder, responde. A pergunta ou resposta não está completa? Pode-se fazer comentários para pedir mais detalhes, dar ideias, complementar etc.  Se a pergunta ou a resposta for boa, é possível dar votos positivos para ela, para que ela ganhe relevância. Se ela for ruim, pode-ser dar votos negativos, para que ela perca relevância. Assim as perguntas e respostas que mais ajudam a comunidade acabam chamando mais atenção.

Mas e como fica a moderação do site? A própria comunidade é responsável por isso: quanto mais uma pessoa participa da comunidade, mais pontos de carma ela ganha. Quanto mais pontos ela tem, mais privilégios ela recebe. Por exemplo, se ela tem 10 pontos, ela passa a ter o direito de fazer comentários. Com 20 pontos ela pode marcar  a sua própria resposta como solução para a sua própria pergunta, etc. Assim é criada uma meritocracia, nada de ditadura de administradores escolhidos por sabe-se lá quem!

Sobre o que podemos falar no NSP? Tudo relacionado à T.I.: algoritmos, programação, arquitetura de software, teste, segurança, cotidiano nas empresas, mercado de trabalho, etc!

Qualquer um pode participar, do iniciante ao mais experiente! Será um prazer ter você conosco ajudando a formar essa comunidade que pode ajudar muita gente!

Espero vocês lá!

www.naosabepergunta.com

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Laranjas Podres

08/01/2013 2 comentários

file000411487629Quando eu era menor, eu tinha aula de religião. Nunca fui grande fã, as aulas me incomodavam bastante, não pelo conteúdo em si, mas principalmente porque eu não tinha certeza de que as pessoas que ministravam a aula estavam preparadas para tal. E acho que é exatamente por essas aulas me incomodarem tanto que certos momentos das mesmas volta e meia retornam a minha mente.

Um desses momentos foi uma história que o professor contou sobre laranjas e laranjas podres, a história é mais ou menos assim: “uma vez um menino muito pobre ganhou um saco de laranjas do dono de uma fruteira. Chegando em casa, ele notou que uma das laranjas estava podre e pensou que, se colocasse a laranja podre junto com as outras, as que estavam boas recuperariam a ruim. Ele então deixou as laranjas a noite toda juntas e, ao amanhecer, foi olhar as laranjas. Quando viu, o que aconteceu tinha sido o oposto: as laranjas que antes estavam boas estavam começando a mostrar sinais de que estavam ficando ruins”. Depois de ouvirmos essa história, o professor começou a divagar sobre separar o que é bom do que é ruim, a influência das coisas ruins nas boas e como as boas não influenciam as ruins (?!) e etc.

Eu sou uma pessoa otimista. Eu não falei na época, mas pensei comigo mesmo que aquilo era muita bobagem e que as pessoas não deveriam ser excluidas só porque tinham problemas, pelo contrário, elas deveriam ser incluídas para que se sentissem confortáveis e confiantes para que enfrentassem seus problemas e pudessem superá-los.

Há algum tempo eu trabalhei para uma empresa onde os donos aparentemente concordavam comigo neste quesito: era extremamente difícil ser demitido da empresa, ela era uma empresa otimista e bondosa, sempre acreditando no melhor das pessoas. Um lugar muito bom para se trabalhar. O que o eu e os donos dessa empresa ignoravam é que as vezes algumas pessoas simplemente não querem melhorar. Assim como laranjas podres, elas não vão melhorar e vão trazer os bons para o fundo do poço.

Nessa empresa existia uma grande reclamação: ela era boa demais. Enquanto existiam muitas pessoas querendo e se esforçando para que as coisas dessem certo, existiam certas pessoas que, sabendo da atitude da empresa, faziam o mínimo possível ou menos que isso. “Trabalhar” de casa e registrar mais horas do que realmente tinham feito, ficar no Facebook/Youtube/Fóruns de discussão e não fazer as suas tarefas, entre outros, eram atitudes normais para alguns dos empregados.

Aí entra aquela famosa frase “tu não tem nada a ver com o trabalho deles, porque isso te afeta? Faz o teu trabalho direito e fica feliz por tu estar cumprindo com as tuas obrigações. Deixa os outros cavarem a sua própria cova”. Não existe “a própria cova” em um time, existe uma vala comum. Alguém fazendo corpo mole vai sobrecarregar os outros. Fato.

Quando os funcionários que estavam dando o seu máximo começaram a notar que tinham alguns se aproveitando disso, eles instantaneamente começaram a se desmotivar e perder o ânimo no trabalho. E começaram a ter as mesmas atitudes que os outros. O projeto começou lentamente a murchar e, quando a gerência viu, o projeto estava em uma situação bem complicada.

Desde essa época eu tenho sido bem mais rígido com meus colegas de trabalho quanto à dedicação. Nós gastamos 8 horas, ou um terço do dia, construindo alguma coisa juntos, não é pela falta de vontade de um ou dois que esse projeto maior vai fracassar. A ideia é sempre dar todo o suporte para quem quer melhorar e crescer. Agora, com quem não quer, com quem quer ficar apoiado no trabalho dos outros, com estes a porca torce o rabo.

 

Ler, Pensar e Escrever na Era Digital

“Ler e escrever na era digital” assim estava estampado na capa da Veja de 19 de Dezembro de 2012. Ao ler o título lembrei da época da escola, onde a minha professora de português para exercitar a nossa capacidade de entender, interpretar e resenhar um texto, sempre passava artigos da Veja para lermos. Na época, eu não era muito fã desta atividade e tão pouco me saia bem (interpretar textos e responder aos questionamentos sobre o que o personagem principal esta pensando, nunca fora o meu forte, desde a escola primária). Contudo, hoje sinto-me privilegiada por ter passado horas e horas em cima de um  mesmo texto, por ter aprendido a ler, compreender e questionar um artigo.

Leia mais…

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A menina do vale – comece sua jornada empreendedora

O grupo IT4ALL foi idealizado por pessoas que participam de comunidades técnicas e estão sempre compartilhando, de forma gratuita, conteúdos técnicos, vídeos, eventos, entre outros.

Pensando nisso, resolvi compartilhar com todos, a história da Bel Pesce, uma jovem brasileira, que também compartilhou de forma gratuita, um livro chamado A menina do vale, onde retrata suas experiências adquiridas e dicas para novos empreendedores.

A menina do vale

Para quem ficou curioso… Entre no site: http://www.ameninadovale.com/ e baixe o livro gratuitamente.

Conheça um pouco mais da história dessa brasileira:

Site pessoal:

http://belpesce.com/pt/home.php

Finalizo este post agradecendo e parabenizando a contruibuição da Bel Pesce e acredito que poderá ajudar muitas pessoas a chegar em seus objetivos.

(IN)Tolerância Digital

Nos últimos dias presenciamos na internet uma onda de reclamações sobre a “orkutização” do Instagram –popular aplicativo de fotos do IPhone que foi disponibilizado também para o Android.

É verdade que a grande maioria das pessoas em algum momento se sentiu incomodada com a quantidade de assuntos que fogem do nosso interesse e passaram a fazer parte do nosso cotidiano, mesmo que apenas no mundo virtual.

Li uma reportagem publicada na Folha Online  que achei bem interessante sobre o preconceito. E agora registro aqui meu desabafo e opinião.

Sim, eu já reclamei do sub-uso das redes sociais, dos celulares com Funk sem fone de ouvido, das correntes chatas no e-mail, mas mesmo assim não entendo o extremismo de usuários se sentirem ofendidos, praticamente traídos, por uma decisão que é claramente comercial.

Afinal vivemos em um mundo capitalista, e se um aplicativo é sucesso em uma plataforma, o caminho natural dela é seguir em expansão, e um dos caminhos mais prováveis para aumentar o lucro e ampliar o mercado.

O Instagram não foi o primeiro e muito menos será o último aplicativo a ser lançado para uma plataforma e após atingir um determinado estágio ser também disponibilizado para outras plataformas.

Sem contar que de questões comerciais temos outro fator, um grande número de pessoas tendo mais e mais acesso a tecnologia mas sem nenhuma orientação de como tirar proveito dela, a maior partes destes usuários mal tem acesso a educação de qualidade.

Gostar de uma marca e querer defendê-la é válido e não tem nada de errado, brincadeiras saudáveis com os amigos que você conhece e que não se importam também são válidas, você não precisa concordar ou gostar de tudo, ninguém é assim, mas ter um gosto diferente, um produto mais caro, não dá a ninguém o direito de menosprezar o outro.

Já temos intolerância demais para ainda por cima ver pessoas se atacando por serem mimados e não serem mais os únicos a ter isso ou aquilo.

Gestão de Projetos: mais do que metodologias

Hoje em dia ainda vejo empresas tratando o gerenciamento de projetos como algo engessado, como algo tradicional e com restrições.

  • Se você não utilizar tal metodologia não vai dar certo.
  • Se você não for certificado não vai conseguir.
  • Se você não seguir o que os especialistas falam não vai conseguir.

Que visão é essa?

Gerir projetos é muto mais do que metodologia.

Atualmente gerencio projetos em uma empresa da área de TI, onde aplico o que funciona!

Aplico o que minha equipe necessita, o que meu cliente precisa para ter os melhores resultados.

Utilizo práticas que combinam com o resultado que quero alcançar.

Gerenciar projetos é muito mais do que delegar tarefas para a equipe, gerenciar projetos é malabarismo constante de avaliação de prioridades, avaliação de recursos, prazos, riscos, resolução de problemas, entre tantas coisas que fazemos.

E quando temos a necessidade de gerenciar vários projetos ao mesmo tempo, e manter tudo alinhado, fica muito clara a necessidade da colaboração e da comunicação, alinhar equipe e interessados no projeto em busca do melhor resultado.

Gerentes de projeto não são independentes, nem fazem milagres, são totalmente dependentes do feedback das suas equipes e dos clientes. A comunicação tem papel chave nas tomadas de decisões, na identificação de riscos, na aprovação de solicitações.

Use modelos, mas não esqueça que de nada adianta a melhor metodologia se não tem profissionais comprometidos com o que fazem. Metodologias não salvam projetos. Projetos são etapas que possuem inicio e fim, e precisam de profissionais envolvidos com o que fazem.

De nada adianta ter um gerente de projetos certificado em várias tecnologias, se o mesmo não consegue se comunicar com eficaz com seu time de desenvolvimento. De nada adianta ter conhecimento das melhores práticas, se na hora de por a “mão na massa” não sabe qual a melhor decisão tomar.

Antes de entrar nessa linha de gestão de projetos, só enxergava pessoas com o perfil “gerentão”, sim, aquele que pensa que manda em todo mundo e que não faz nada para o bem do seu time e da organização. Depois que tive contato com essa área, conheci várias pessoas que estão envolvidas e conseguem fazer um ótimo trabalho deixando de lado aquela velha visão de um gerente de projetos que não faz nem a metade do que promete, e que sequer se importa de verdade com as pessoas envolvidas nos projetos que gerencia.

E essa experiência firma mais minha visão, de que boas metodologias não vão te salvar, se você não souber articular, perceber as atitudes, as emoções das pessoas envolvidas, se você não sentir na pele o que sua equipe está sentindo, não vai conseguir bons resultados.

Pessoas são a chave para o sucesso. Esqueça o gerentão, e direcione o foco na sua equipe, na boa comunicação com os envolvidos, na colaboração entre as funções. Nos resultados que podem ser alcançados se você conseguir liderar de forma saudável, sem prepotência, sem arrogância, apenas sendo um líder. Onde as pessoas acreditam no que você faz, e fazem junto com você, e o melhor de tudo, gostam do que fazem.

Me arrisco a falar que se você conseguir perceber as limitações da sua equipe, perceber as necessidades, se comunicar de forma clara, e dar autonomia para o time na medida que o mesmo for adquirindo maturidade, as coisas vão dar certo.

Nessa área, onde os riscos são gigantes e as pessoas são imprevisíveis, o melhor a fazer é manter a sinergia do time, alinhar os objetivos e por a mão na massa, de verdade.

Você pode me xingar no Twitter!

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Permita-se evoluir

Todo o ser humano é curioso. Quando você quer adquirir um produto novo, você não pesquisa sobre ele, sobre as marcas, preço e uma série de outros fatores? Quando você escolhe uma viagem, uma faculdade, um namorado, um carro, você não se dedica a avaliar e a experimentar determinadas situações? E se você possuir uma nova ferramenta a sua frente, um novo conceito, como você espera aprender sobre ele sem experimentar, sem dedicar um tempo para ler, para aprender e compreender?

Quantas vezes você viu algo novo e pesquisou sobre o assunto pelo simples fato de desafiar-se a compreender algo que você não tinha nenhum conhecimento?
Quantos cursos você já participou e interagiu ativamente com o seu o professor?
Quantas vezes um palestrante ou professor chamou os presentes para uma atividade e você levantou a mão, se arriscou, levantou do seu lugar e foi fazer algo novo?
Qual foi a última meta pessoal (Leia-se aqui, conquistar uma nova habilidade, desenvolver uma competência, engajar-se em uma causa…) que você traçou e alcançou.

Desafiar-se a fazer novas coisas, nem sempre é fácil. Mas você aprendeu a caminhar, não aprendeu? Apesar de alguns processos serem naturais na nossa evolução, percebo que justamente aqueles processos que não são naturais, são os que fazem com que nos destaquemos.

Já não consigo contabilizar, quantos vídeos, filmes e palestras assisti que em resumo diziam: arrisque-se, desafia-se. Você não tem ideia do potencial que possui e nunca descobrirá se não se arriscar.

Porém, ninguém se arrisca a algo se não possuir um propósito. Se uma pessoa que se propõem a participar de um determinado espaço (leia-se aqui: espaço físico, curso, treinamento, comunidade virtual, trabalho…) sem definir quais são seus propósitos, suas metas,o que quer aprender, como ela vai perceber que aprendeu algo novo, que evoluiu no seu processo de aprendizagem? Certamente todos nós já vivenciamos momentos que não planejamos e que foram um grande aprendizado.  Mas quantos de nós já pararam para refletir sobre o que aprendeu ou o que faltou aprender.

Você pode estar perdendo a oportunidade de viver situações que realmente vão te fazer crescer. Não passe pela vida com o piloto automático ligado, isso a maioria das pessoas já fazem, e que são os processos naturais. Arrisque-se, vença seus medos, defina metas e conquistas que você quer alcançar, engaje-se, procure ambientes que te façam aprender, seja por osmose ou pelas interações que você vai fazer. Não espere por um curso de como te fazer uma pessoa melhor, não espere por cursos que te ensinaram a aprender algo, isso depende única e exclusivamente de você. Não espere alguém lhe dizer o que você tem que aprender, não espere, desafie-se e permita-se evoluir.

Categorias:Carreira, Reflexões

Aprendendo Por Osmose

O título parece estranho, mas aprender por osmose é algo que vejo acontecer muito. A wiki diz que osmose é “… o nome dado ao movimento da água entre meios com concentrações diferentes de solutos, separados por uma membrana semipermeável.”, ou seja, a água se movimenta do local com menos sal para o local com mais sal.

Penso muito nesse conceito aplicado às pessoas, só que obviamente ao contrário – o conhecimento sai da cabeça mais concentrada e entra na menos concentrada. Só pelo fato de eu estar em um ambiente que estimule o aprendizado e conhecimento, com pessoas que conversam e discutem assuntos interessantes, já estou aprendendo. Mesmo sem me esforçar.

Vivi esse conceito na prática, já trabalhei em empresas que tinham profissional de primeira mas ao invés de trabalhar ou discutir algo interessante ficavam falando sobre coisas aleatórias e se preocupando demais com a vida dos outros. Mesmo sendo um ambiente com pessoas muito capacitadas, o nível de aprendizado em grupo era baixo.

Por outro lado, em outra empresa que trabalhei tinhamos papéis um pouco diferentes, onde cada um era responsável por uma atividade e tinha que dar conta do recado. Com isso criaram-se ilhas de conhecimento, onde cada um sabia muito da sua área. A diferença desse cenário foi o comportamento das pessoas, era um ambiente extremamente voltado à troca de conhecimento, onde o simples fato de ir trabalhar todo dia já garantia muito conhecimento para todos, só de ficar escutando os outros discutindo problemas ou conversando com clientes. Esse é o cenário que digo que há osmose de conhecimento, onde o conhecimento passa de uma cabeça para outra de forma automática.

Por isso que acredito que as empresas e as pessoas deve ser esforçar para continuar tendo os laços de aprendizado que muitas vezes são ameaçados ou ignorados. Gosto de pensar que uma pessoa trabalhando sozinha faz o trabalho de uma pessoa, enquando duas fazem o trabalho de três. Talvez não em número de horas, mas em amadurecimento profissional e entregas melhores. Quando duas ou mais pessoas estão juntas há discussão e os erros ou soluções mais elaboradas são encontradas.

Pensem nisso! Pensem em como estão contribuindo para terem um ambiente com “muita osmose””!

Abraços,

Fabian André Gehrke

http://fabiangehrke.com.br

Categorias:Pessoas, Reflexões

O Facebook não é o Twitter, e vice e versa…

“As Mídias Sociais fazem parte de um grupo de aplicações para Internet construídas com base nos fundamentos ideológicos e tecnológicos da Web 2.0, e que permitem a criação e troca de Conteúdo Gerado pelo Usuário”. (Andreas Kaplan e Michael Haenlein)

O Facebbok e o Twitter são dois grandes exemplos de Mídias Sociais, todos nós sabemos, mas o que ainda vejo muito é a comparação que grande parte das pessoas fazem entre ambas as ferramentas, citando que uma é melhor que a outra, como se fossem iguais, tivessem o mesmo objetivo e utilizassem a mesma linguagem, o que é um enorme equívoco que pretendo esclarecer de forma bem simples aqui nesse post.

A proposta do Facebook é conectar os amigos. É um espaço muito mais diversificado, onde o foco principal são o relacionamento e a interatividade entres as pessoas que ali encontram o local ideal para compartilharem tudo o que quiserem e obterem um feedback da sua rede de amizade, pois além de várias possibilidades de interação, ainda existe o chat.

Toda atividade que fazemos no nosso perfil pessoal do Facebook (adicionar novos contatos, instalar aplicativos, curtir alguma página, etc.) pode ser acompanhada pelas pessoas que fazem parte da nossa rede, além também de podermos convidar essas pessoas a se juntarem a nós em algum grupo, participar de algum evento e instalar algum aplicativo bacana.

Fora o uso pessoal, o Facebook é uma excelente ferramenta de Marketing para marcas, produtos e profissionais, onde através da criação de “Fan pages” é possível aglutinar as pessoas “curtidoras” das mesmas coisas e assim manter um relacionamento direto com elas.

O objetivo do Twitter é oferecer informação. É uma plataforma de colaboração social que permite a qualquer usuário escrever a sua própria notícia. No Twitter – ao contrário do Facebook – eu não preciso ser amiga de uma pessoa para querer saber o que ela tem a dizer. Eu quero apenas saber!

Honestamente, para mim, ele é um excelente “feed de notícias”. É baseado no conceito de microblogging, ou seja, um meio onde a comunicação tem que ser sintética e direta, pois ao contrário do blog, existe uma limitação na quantidade de caracteres inseridos (apenas 140), portanto não há perda de tempo, é vapt vupt.

Além de gerar conteúdo, o usuário, como nas demais redes sociais, pode compartilhar links de vídeos, de fotos, de páginas com teor considerado relevante às outras pessoas… a qualquer pessoa, independente de quem seja.

Hoje, os principais acontecimentos no mundo, são muitas vezes relatados no Twitter antes mesmo de qualquer veículo de notícias receber a informação do ocorrido, pois basta ter um smartphone em mãos para um espectador registrar um fato no exato momento em que ele está acontecendo e compartilhá-lo com o mundo.

Um exemplo famoso disso foi o pouso de emergência feito por um avião da companhia americana US Airways em pleno rio Hudson, em New York reportado em primeira mão pelo Twitter. Essa é a diferença de uma plataforma de colaboração social, onde todos participam ativamente na criação e propagação do conteúdo.

Como podemos ver, o Facebook tem o papel dele assim como o Twitter tem o seu. Como se diz atualmente: “cada qual no seu cada qual”. Acho que agora ficou mais claro a que se propõe cada ferramenta e como devemos utilizá-las. Uma não é melhor que a outra, cada uma tem a sua proposta e feliz de nós que temos as duas para utilizarmos da maneira que desejarmos.

Alessandra Petitinga Durães é Analista de Mídias Sociais e Escritora.

Twitter: @alepetitinga

Mais sobre a autora: http://alessandrapetitinga.com/about/

Os seis graus de separação entre estar on-line e disponível

A popularização das redes sociais pela internet, trouxe a discussão uma famosa teoria conhecida com o nome de seis graus de separação, que defende a ligação entre pessoas que não se conhecem, mas estão separadas por seis contatos.

Para quem nada sabe sobre a teoria, seu surgimento se dá nos anos 60, depois de uma pesquisa cujo objetivo era provar que eram necessários seis laços de amizade para que duas pessoas estivessem ligadas. Claro que na época não existia a internet e as redes sociais, sendo a pesquisa realizada através do envio de cartas pelos correios.

Atualmente, com o uso das Redes Sociais na internet, essa teoria ganha mais destaque, tanto que empresas como Yahoo e Facebook se uniram para testar o quão entrelaçado estão esses laços de amizade.

No nosso dia a dia já é possível observarmos isso, basta olhar no Facebook as sugestões de amizades: gente que nunca vimos na vida, mas que temos vários amigos em comum. Essas pessoas, claro, também vêem que o Facebook está nos sugerindo como amigos e nos adiciona. Muitas vezes, por educação, aceitamos a solicitação daquela pessoa que nunca vimos.

Se formos observar quantos “amigos” de fato temos em nossas redes sociais, garanto que o número é menor que o total de pessoas inseridas em nossa rede. A grande maioria são pessoas que conhecemos, mas não temos intimidade suficiente para chamarmos de “amigo”, isso é #fato.
Engana-se quem pensa que as relações que mantemos nas redes sociais é diferente das relações que mantemos no nosso dia a dia.

O comportamento que temos no nosso dia a dia “físico” tem que ser o mesmo comportamento que devemos ter no nosso dia a dia “virtual”, afinal, atrás da tela existem pessoas, as mesmas pessoas que encontramos no nosso trabalho, no shoppping, em festas, enfim, no nosso círculo social.

Por isso é muito importante relembrar aquelas regrinhas básicas que aprendemos quando crianças, que diz que devemos respeitar o direito e o espaço do outro. Muitas pessoas estão confundindo o “estar on-line” com o “estar disponível”. Garanto que existe uma diferença muito grande entre ambos.

Não é porque eu estou conectada que estou aberta a conversa com pessoas que sequer conheço ou sequer tenho intimidade para tanto. Ah, muitas pessoas irão dizer: “Mas as redes sociais servem para isso, para as pessoas conhecerem umas as outras”. E mais uma vez eu digo: “Ok, muitas pessoas estão conectadas com esse objetivo, mas outras tantas não, estão ali para manter uma comunicação com quem já conhece, com quem quer conhecer, ou para fazer contatos profissionais”.

É preciso ter acima de tudo “bom senso” na hora de pensar em contatar uma pessoa com outras intenções senão as “melhores”, pois nem todo mundo está aberto a esse tipo de abordagem e certamente se sentirá incomodada e até mesmo assediada, afinal, como falei anteriormente, não há diferença alguma entre estar atrás da tela do computador e estar cara a cara: o comportamento deve ser o mesmo, o respeito deve ser o mesmo.

Conheço inúmeras pessoas, tanto mulheres quanto homens, que, como eu, detestam serem abordadas de forma inapropriada, detestam serem cutucadas, por exemplo. Costumo brincar dizendo que da mesma maneira que existe a mãozinha com o dedo indicador para cutucar, deveria existir uma mão fechada para responder com uns cascudos (Fica a sugestão para o Mark Zuckerberg).

Eu sou muito franca, quando percebo segundas intenções direcionadas a mim, sequer me dou ao trabalho de responder dizendo: “Ei, com quem pensa que está falando? Feche a sua cara para o meu lado”, simplesmente excluo sumariamente sem conversa. Aquela pessoa ousada (porque para mim é uma audácia procurar ousadia com quem não deu) deixa de existir para todo o sempre.

A tecnologia permitiu aproximar pessoas, diminuindo distância e tempo espacial. Isso é fantástico, pois podemos nos comunicar com indivíduos que estão a quilômetros de distância, em lugares e horários diferentes no mapa mundial. Mas, muitos utilizam o pseudo-anonimato de não estar olhando no olho para fazer contatos e abordagens inapropriadas e, é para essas pessoas, que eu sugiro que procurem diferenciar o “estar on-line” do “estar disponível”.

Para saber mais:
Teoria dos seis graus de separação

Yahoo e Facebook testam teoria dos seis graus de separação

Texto por:

Alessandra Petitinga Durães é Analista de Mídias Sociais e Escritora.

Twitter: @alepetitinga

Mais sobre a autora: http://alessandrapetitinga.com/about/

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