Não Sabe, Pergunta!, uma comunidade de T.I. em português esperando a sua contribuição!

Como poucos sabem, eu (também) sou professor de informática em uma faculdade da minha cidade. Eu normalmente fico com cadeiras de algoritmo e programação, ou seja, coisas bem práticas e que muitas pessoas têm dificuldades.

Durante o ano passado eu notei que os alunos ficavam muito dependentes de mim para conseguir fazer os trabalhos de aula, se tivéssemos um trabalho para fazer em casa, era dor de cabeça na certa. E isso me intrigou um pouco. Comecei a prestar atenção e vi que muitos deles tinham dificuldade em procurar ajuda na internet, grande parte por não falar inglês.

Isso me incomodou bastante e, durante as minhas férias, eu tive uma ideia de como resolver isso. Foi dessa ideia que nasceu o Não Sabe, Pergunta!. O NSP é uma comunidade de perguntas e respostas inteiramente em português sobre T.I. onde a própria comunidade acaba se auto-moderando. O que isso quer dizer exatamente? Alguém tem uma dúvida, então entra no site e faz uma pergunta. Quem sabe responder, responde. A pergunta ou resposta não está completa? Pode-se fazer comentários para pedir mais detalhes, dar ideias, complementar etc.  Se a pergunta ou a resposta for boa, é possível dar votos positivos para ela, para que ela ganhe relevância. Se ela for ruim, pode-ser dar votos negativos, para que ela perca relevância. Assim as perguntas e respostas que mais ajudam a comunidade acabam chamando mais atenção.

Mas e como fica a moderação do site? A própria comunidade é responsável por isso: quanto mais uma pessoa participa da comunidade, mais pontos de carma ela ganha. Quanto mais pontos ela tem, mais privilégios ela recebe. Por exemplo, se ela tem 10 pontos, ela passa a ter o direito de fazer comentários. Com 20 pontos ela pode marcar  a sua própria resposta como solução para a sua própria pergunta, etc. Assim é criada uma meritocracia, nada de ditadura de administradores escolhidos por sabe-se lá quem!

Sobre o que podemos falar no NSP? Tudo relacionado à T.I.: algoritmos, programação, arquitetura de software, teste, segurança, cotidiano nas empresas, mercado de trabalho, etc!

Qualquer um pode participar, do iniciante ao mais experiente! Será um prazer ter você conosco ajudando a formar essa comunidade que pode ajudar muita gente!

Espero vocês lá!

www.naosabepergunta.com

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Categorias:Uncategorized

Laranjas Podres

08/01/2013 2 comentários

file000411487629Quando eu era menor, eu tinha aula de religião. Nunca fui grande fã, as aulas me incomodavam bastante, não pelo conteúdo em si, mas principalmente porque eu não tinha certeza de que as pessoas que ministravam a aula estavam preparadas para tal. E acho que é exatamente por essas aulas me incomodarem tanto que certos momentos das mesmas volta e meia retornam a minha mente.

Um desses momentos foi uma história que o professor contou sobre laranjas e laranjas podres, a história é mais ou menos assim: “uma vez um menino muito pobre ganhou um saco de laranjas do dono de uma fruteira. Chegando em casa, ele notou que uma das laranjas estava podre e pensou que, se colocasse a laranja podre junto com as outras, as que estavam boas recuperariam a ruim. Ele então deixou as laranjas a noite toda juntas e, ao amanhecer, foi olhar as laranjas. Quando viu, o que aconteceu tinha sido o oposto: as laranjas que antes estavam boas estavam começando a mostrar sinais de que estavam ficando ruins”. Depois de ouvirmos essa história, o professor começou a divagar sobre separar o que é bom do que é ruim, a influência das coisas ruins nas boas e como as boas não influenciam as ruins (?!) e etc.

Eu sou uma pessoa otimista. Eu não falei na época, mas pensei comigo mesmo que aquilo era muita bobagem e que as pessoas não deveriam ser excluidas só porque tinham problemas, pelo contrário, elas deveriam ser incluídas para que se sentissem confortáveis e confiantes para que enfrentassem seus problemas e pudessem superá-los.

Há algum tempo eu trabalhei para uma empresa onde os donos aparentemente concordavam comigo neste quesito: era extremamente difícil ser demitido da empresa, ela era uma empresa otimista e bondosa, sempre acreditando no melhor das pessoas. Um lugar muito bom para se trabalhar. O que o eu e os donos dessa empresa ignoravam é que as vezes algumas pessoas simplemente não querem melhorar. Assim como laranjas podres, elas não vão melhorar e vão trazer os bons para o fundo do poço.

Nessa empresa existia uma grande reclamação: ela era boa demais. Enquanto existiam muitas pessoas querendo e se esforçando para que as coisas dessem certo, existiam certas pessoas que, sabendo da atitude da empresa, faziam o mínimo possível ou menos que isso. “Trabalhar” de casa e registrar mais horas do que realmente tinham feito, ficar no Facebook/Youtube/Fóruns de discussão e não fazer as suas tarefas, entre outros, eram atitudes normais para alguns dos empregados.

Aí entra aquela famosa frase “tu não tem nada a ver com o trabalho deles, porque isso te afeta? Faz o teu trabalho direito e fica feliz por tu estar cumprindo com as tuas obrigações. Deixa os outros cavarem a sua própria cova”. Não existe “a própria cova” em um time, existe uma vala comum. Alguém fazendo corpo mole vai sobrecarregar os outros. Fato.

Quando os funcionários que estavam dando o seu máximo começaram a notar que tinham alguns se aproveitando disso, eles instantaneamente começaram a se desmotivar e perder o ânimo no trabalho. E começaram a ter as mesmas atitudes que os outros. O projeto começou lentamente a murchar e, quando a gerência viu, o projeto estava em uma situação bem complicada.

Desde essa época eu tenho sido bem mais rígido com meus colegas de trabalho quanto à dedicação. Nós gastamos 8 horas, ou um terço do dia, construindo alguma coisa juntos, não é pela falta de vontade de um ou dois que esse projeto maior vai fracassar. A ideia é sempre dar todo o suporte para quem quer melhorar e crescer. Agora, com quem não quer, com quem quer ficar apoiado no trabalho dos outros, com estes a porca torce o rabo.

 

Ler, Pensar e Escrever na Era Digital

“Ler e escrever na era digital” assim estava estampado na capa da Veja de 19 de Dezembro de 2012. Ao ler o título lembrei da época da escola, onde a minha professora de português para exercitar a nossa capacidade de entender, interpretar e resenhar um texto, sempre passava artigos da Veja para lermos. Na época, eu não era muito fã desta atividade e tão pouco me saia bem (interpretar textos e responder aos questionamentos sobre o que o personagem principal esta pensando, nunca fora o meu forte, desde a escola primária). Contudo, hoje sinto-me privilegiada por ter passado horas e horas em cima de um  mesmo texto, por ter aprendido a ler, compreender e questionar um artigo.

Leia mais…

Categorias:Reflexões

A menina do vale – comece sua jornada empreendedora

O grupo IT4ALL foi idealizado por pessoas que participam de comunidades técnicas e estão sempre compartilhando, de forma gratuita, conteúdos técnicos, vídeos, eventos, entre outros.

Pensando nisso, resolvi compartilhar com todos, a história da Bel Pesce, uma jovem brasileira, que também compartilhou de forma gratuita, um livro chamado A menina do vale, onde retrata suas experiências adquiridas e dicas para novos empreendedores.

A menina do vale

Para quem ficou curioso… Entre no site: http://www.ameninadovale.com/ e baixe o livro gratuitamente.

Conheça um pouco mais da história dessa brasileira:

Site pessoal:

http://belpesce.com/pt/home.php

Finalizo este post agradecendo e parabenizando a contruibuição da Bel Pesce e acredito que poderá ajudar muitas pessoas a chegar em seus objetivos.

(IN)Tolerância Digital

Nos últimos dias presenciamos na internet uma onda de reclamações sobre a “orkutização” do Instagram –popular aplicativo de fotos do IPhone que foi disponibilizado também para o Android.

É verdade que a grande maioria das pessoas em algum momento se sentiu incomodada com a quantidade de assuntos que fogem do nosso interesse e passaram a fazer parte do nosso cotidiano, mesmo que apenas no mundo virtual.

Li uma reportagem publicada na Folha Online  que achei bem interessante sobre o preconceito. E agora registro aqui meu desabafo e opinião.

Sim, eu já reclamei do sub-uso das redes sociais, dos celulares com Funk sem fone de ouvido, das correntes chatas no e-mail, mas mesmo assim não entendo o extremismo de usuários se sentirem ofendidos, praticamente traídos, por uma decisão que é claramente comercial.

Afinal vivemos em um mundo capitalista, e se um aplicativo é sucesso em uma plataforma, o caminho natural dela é seguir em expansão, e um dos caminhos mais prováveis para aumentar o lucro e ampliar o mercado.

O Instagram não foi o primeiro e muito menos será o último aplicativo a ser lançado para uma plataforma e após atingir um determinado estágio ser também disponibilizado para outras plataformas.

Sem contar que de questões comerciais temos outro fator, um grande número de pessoas tendo mais e mais acesso a tecnologia mas sem nenhuma orientação de como tirar proveito dela, a maior partes destes usuários mal tem acesso a educação de qualidade.

Gostar de uma marca e querer defendê-la é válido e não tem nada de errado, brincadeiras saudáveis com os amigos que você conhece e que não se importam também são válidas, você não precisa concordar ou gostar de tudo, ninguém é assim, mas ter um gosto diferente, um produto mais caro, não dá a ninguém o direito de menosprezar o outro.

Já temos intolerância demais para ainda por cima ver pessoas se atacando por serem mimados e não serem mais os únicos a ter isso ou aquilo.

Gestão de Projetos: mais do que metodologias

Hoje em dia ainda vejo empresas tratando o gerenciamento de projetos como algo engessado, como algo tradicional e com restrições.

  • Se você não utilizar tal metodologia não vai dar certo.
  • Se você não for certificado não vai conseguir.
  • Se você não seguir o que os especialistas falam não vai conseguir.

Que visão é essa?

Gerir projetos é muto mais do que metodologia.

Atualmente gerencio projetos em uma empresa da área de TI, onde aplico o que funciona!

Aplico o que minha equipe necessita, o que meu cliente precisa para ter os melhores resultados.

Utilizo práticas que combinam com o resultado que quero alcançar.

Gerenciar projetos é muito mais do que delegar tarefas para a equipe, gerenciar projetos é malabarismo constante de avaliação de prioridades, avaliação de recursos, prazos, riscos, resolução de problemas, entre tantas coisas que fazemos.

E quando temos a necessidade de gerenciar vários projetos ao mesmo tempo, e manter tudo alinhado, fica muito clara a necessidade da colaboração e da comunicação, alinhar equipe e interessados no projeto em busca do melhor resultado.

Gerentes de projeto não são independentes, nem fazem milagres, são totalmente dependentes do feedback das suas equipes e dos clientes. A comunicação tem papel chave nas tomadas de decisões, na identificação de riscos, na aprovação de solicitações.

Use modelos, mas não esqueça que de nada adianta a melhor metodologia se não tem profissionais comprometidos com o que fazem. Metodologias não salvam projetos. Projetos são etapas que possuem inicio e fim, e precisam de profissionais envolvidos com o que fazem.

De nada adianta ter um gerente de projetos certificado em várias tecnologias, se o mesmo não consegue se comunicar com eficaz com seu time de desenvolvimento. De nada adianta ter conhecimento das melhores práticas, se na hora de por a “mão na massa” não sabe qual a melhor decisão tomar.

Antes de entrar nessa linha de gestão de projetos, só enxergava pessoas com o perfil “gerentão”, sim, aquele que pensa que manda em todo mundo e que não faz nada para o bem do seu time e da organização. Depois que tive contato com essa área, conheci várias pessoas que estão envolvidas e conseguem fazer um ótimo trabalho deixando de lado aquela velha visão de um gerente de projetos que não faz nem a metade do que promete, e que sequer se importa de verdade com as pessoas envolvidas nos projetos que gerencia.

E essa experiência firma mais minha visão, de que boas metodologias não vão te salvar, se você não souber articular, perceber as atitudes, as emoções das pessoas envolvidas, se você não sentir na pele o que sua equipe está sentindo, não vai conseguir bons resultados.

Pessoas são a chave para o sucesso. Esqueça o gerentão, e direcione o foco na sua equipe, na boa comunicação com os envolvidos, na colaboração entre as funções. Nos resultados que podem ser alcançados se você conseguir liderar de forma saudável, sem prepotência, sem arrogância, apenas sendo um líder. Onde as pessoas acreditam no que você faz, e fazem junto com você, e o melhor de tudo, gostam do que fazem.

Me arrisco a falar que se você conseguir perceber as limitações da sua equipe, perceber as necessidades, se comunicar de forma clara, e dar autonomia para o time na medida que o mesmo for adquirindo maturidade, as coisas vão dar certo.

Nessa área, onde os riscos são gigantes e as pessoas são imprevisíveis, o melhor a fazer é manter a sinergia do time, alinhar os objetivos e por a mão na massa, de verdade.

Você pode me xingar no Twitter!

Categorias:Uncategorized

Permita-se evoluir

Todo o ser humano é curioso. Quando você quer adquirir um produto novo, você não pesquisa sobre ele, sobre as marcas, preço e uma série de outros fatores? Quando você escolhe uma viagem, uma faculdade, um namorado, um carro, você não se dedica a avaliar e a experimentar determinadas situações? E se você possuir uma nova ferramenta a sua frente, um novo conceito, como você espera aprender sobre ele sem experimentar, sem dedicar um tempo para ler, para aprender e compreender?

Quantas vezes você viu algo novo e pesquisou sobre o assunto pelo simples fato de desafiar-se a compreender algo que você não tinha nenhum conhecimento?
Quantos cursos você já participou e interagiu ativamente com o seu o professor?
Quantas vezes um palestrante ou professor chamou os presentes para uma atividade e você levantou a mão, se arriscou, levantou do seu lugar e foi fazer algo novo?
Qual foi a última meta pessoal (Leia-se aqui, conquistar uma nova habilidade, desenvolver uma competência, engajar-se em uma causa…) que você traçou e alcançou.

Desafiar-se a fazer novas coisas, nem sempre é fácil. Mas você aprendeu a caminhar, não aprendeu? Apesar de alguns processos serem naturais na nossa evolução, percebo que justamente aqueles processos que não são naturais, são os que fazem com que nos destaquemos.

Já não consigo contabilizar, quantos vídeos, filmes e palestras assisti que em resumo diziam: arrisque-se, desafia-se. Você não tem ideia do potencial que possui e nunca descobrirá se não se arriscar.

Porém, ninguém se arrisca a algo se não possuir um propósito. Se uma pessoa que se propõem a participar de um determinado espaço (leia-se aqui: espaço físico, curso, treinamento, comunidade virtual, trabalho…) sem definir quais são seus propósitos, suas metas,o que quer aprender, como ela vai perceber que aprendeu algo novo, que evoluiu no seu processo de aprendizagem? Certamente todos nós já vivenciamos momentos que não planejamos e que foram um grande aprendizado.  Mas quantos de nós já pararam para refletir sobre o que aprendeu ou o que faltou aprender.

Você pode estar perdendo a oportunidade de viver situações que realmente vão te fazer crescer. Não passe pela vida com o piloto automático ligado, isso a maioria das pessoas já fazem, e que são os processos naturais. Arrisque-se, vença seus medos, defina metas e conquistas que você quer alcançar, engaje-se, procure ambientes que te façam aprender, seja por osmose ou pelas interações que você vai fazer. Não espere por um curso de como te fazer uma pessoa melhor, não espere por cursos que te ensinaram a aprender algo, isso depende única e exclusivamente de você. Não espere alguém lhe dizer o que você tem que aprender, não espere, desafie-se e permita-se evoluir.

Categorias:Carreira, Reflexões
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